O surto de hantavírus destaca a necessidade urgente de uma desinfeção eficaz: o papel do ácido peracético
O recente surto de hantavírus num navio de cruzeiro no Atlântico Sul voltou a chamar a atenção para a importância crítica de protocolos de desinfeção eficazes na prevenção da transmissão viral. À medida que as autoridades de saúde em todo o mundo respondem a esta ameaça emergente, torna-se essencial compreender o papel de desinfetantes comprovadamente eficazes, como o ácido peracético, na proteção da saúde pública.
Compreender a atual ameaça do hantavírus
Até 6 de maio de 2026, o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) notificou sete casos associados a um surto de hantavírus num navio de cruzeiro, incluindo três mortes, uma pessoa em estado crítico, duas sintomáticas e uma com estado desconhecido. Este surto, que envolve passageiros de 23 nacionalidades diferentes, incluindo nove Estados-Membros da UE/EEE, destaca a natureza global das ameaças das doenças infeciosas e a necessidade de medidas de prevenção robustas.
De acordo com a World Health Organization (OMS), os hantavírus são vírus zoonóticos que infetam naturalmente roedores e são ocasionalmente transmitidos aos seres humanos, provocando doenças graves e frequentemente fatais. O atual surto envolve o vírus Andes (ANDV), uma estirpe particularmente preocupante porque é atualmente o único hantavírus conhecido para o qual foi documentada transmissão limitada de pessoa para pessoa entre contactos próximos.
Transmissão e persistência no ambiente
A World Health Organization (OMS) explica que a transmissão dos hantavírus aos seres humanos ocorre através do contacto com urina, fezes ou saliva contaminadas de roedores infetados, embora a infeção também possa ocorrer por mordeduras de roedores. Importa salientar que a avaliação do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) indica que a hipótese atual é que alguns passageiros tenham sido expostos ao vírus Andes (ANDV) enquanto estiveram na Argentina antes do embarque, onde o ANDV é endémico, podendo posteriormente ter transmitido o vírus a outros passageiros a bordo do navio de cruzeiro.
Isto destaca um aspeto crítico da prevenção do hantavírus: embora a transmissão primária ocorra através do contacto com roedores infetados, a transmissão secundária entre humanos pode ocorrer em ambientes fechados. O ECDC considera todas as pessoas presentes no navio como contactos próximos, devido ao ambiente fechado e às áreas e atividades sociais partilhadas.
O papel crítico da desinfeção de superfícies
O surto no navio de cruzeiro demonstra quão rapidamente doenças infecciosas podem se espalhar em ambientes fechados com superfícies compartilhadas e ventilação limitada. As recomendações do European Centre for Disease Prevention and Control incluem precauções reforçadas, como lavagem frequente das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento físico, juntamente com orientações de prevenção e controlo de infeções (IPC) para ambientes de cuidados de saúde.
A desinfeção de superfícies desempenha um papel vital na interrupção das cadeias de transmissão, particularmente em:
- Instalações de saúde que tratam casos suspeitos
- Espaços fechados com potencial contaminação
- Áreas partilhadas e meios de transporte
- Ambientes laboratoriais que manipulam amostras
Porque é que o ácido peracético se destaca
O ácido peracético oferece várias vantagens na desinfeção do hantavírus:
- Ação rápida: inativação viral completa em menos de 10 minutos nas concentrações de utilização
- Largo espetro de ação: eficaz contra vírus encapsulados, como o hantavírus
- Segurança ambiental: decompõe-se em água, oxigénio e ácido acético
- Ação rápida: inativação viral completa em menos de 10 minutos nas concentrações de utilização
- Largo espetro de ação: eficaz contra vírus encapsulados, como o hantavírus
- Segurança ambiental: decompõe-se em água, oxigénio e ácido acético
| AÇÃO VIRUCIDA | AÇÃO VIRUCIDA | TEMPO | FONTE |
| Atividade contra vírus envelopados (EN14476 – vírus Vaccinia) | Ácido peracético 0.01% | 1 min | Rabenau 2010 |
| Atividade virucida de espetro limitado (EN14476 – Adenovírus e Norovírus murino) | Ácido peracético 0.04% | 5 min | Becker 2017 |
| Atividade virucida de espetro limitado (EN14476 – Adenovírus e Norovírus murino) | Ácido peracético 0.15% | 5 min | Becker 2017 |
The table shows the data available in literature, as well as in official recommendations.
Applications in current response
Given the current outbreak, peracetic acid-based disinfectants are particularly valuable for:
- Healthcare settings
WHO emphasizes that in health-care environments, standard precautions should be applied for all patients, with transmission-based precautions for suspected or confirmed hantavirus infection. Peracetic acid provides reliable surface disinfection that supports these protocols.
- Transportation and cruise industries
The cruise ship outbreak highlights the need for enhanced disinfection protocols in transportation. Peracetic acid’s rapid action and lack of toxic residues make it ideal for passenger areas, cabins, and dining facilities.
- Laboratory safety
WHO notes that samples collected from patients are a biohazard risk, with laboratory testing requiring maximum biological containment conditions. Peracetic acid provides essential decontamination for laboratory surfaces and equipment.
Global health perspective
WHO reports that hantavirus infections are associated with case fatality rates of <1–15% in Asia and Europe and up to 50% in the Americas, with an estimated 10,000 to over 100,000 infections occurring annually worldwide. These sobering statistics underscore the importance of prevention measures, including effective disinfection.
The current outbreak serves as a reminder that emerging infectious diseases can affect global travel and commerce. ECDC’s assessment that “the risk to the general population in the EU/EEA from ANDV spreading from this cruise ship outbreak is very low” is reassuring, but it depends on continued vigilance and proper infection control measures.
Christeyns’ commitment to public health
At Christeyns, we recognise our responsibility to provide scientifically backed disinfection solutions during health emergencies. Our peracetic acid-based products, including MIDA® CHRIOX range for food applications, and Peracid Forte for textile disinfection, have been developed with over 30 years of expertise and are:
- Registered/authorised nationally under transitional measures according to EU Biocidal Products Regulation (EU) No. 528/2012
- Tested according to European standards including EN14476 for virucidal activity
- Manufactured under ISO 9001 and ISO 14001 certification
- Proven effective against a broad spectrum of microorganisms including encapsulated viruses
Looking forward: preparedness and prevention
The hantavirus outbreak reinforces several key lessons:
- Global connectivity means local outbreaks can quickly become international concerns
- Closed environments require enhanced disinfection protocols
- Rapid response depends on having proven disinfectants readily available
- Scientific evidence must guide disinfection choices
As WHO states, “preventing hantavirus infection depends primarily on reducing contacts between people and rodents,” but when exposure occurs, effective disinfection becomes a critical secondary defence.
Conclusion
The current hantavirus outbreak serves as a stark reminder of the ongoing threat posed by emerging infectious diseases. While we work to control this immediate crisis, we must also prepare for future challenges. Peracetic acid stands as a proven, reliable tool in our disinfection arsenal—one that can help break transmission chains and protect public health.
For healthcare facilities, transportation companies, laboratories, and any organisation dealing with potential viral contamination, the choice of disinfectant matters. The science is clear: peracetic acid provides rapid, effective inactivation of hantavirus and other dangerous pathogens.
*At Christeyns, we stand ready to support health authorities, healthcare facilities, and industries worldwide with scientifically proven disinfection solutions. We are a leading European producer of peracetic acid with over 30 years of experience in developing safe, effective disinfection solutions. We are a member of the Peracetic Acid Registration group (PAR) and work closely with industry associations including CEFIC (European Council of the Chemical Industry).
For technical guidance on product selection and application protocols, contact our team of experts.
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Sources:
– European Centre for Disease Prevention and Control. (2026). Hantavirus-associated cluster of illness on a cruise ship: ECDC assessment and recommendations. Retrieved from https://www.ecdc.europa.eu/en/publications-data/hantavirus-associated-cluster-illness-cruise-ship-ecdc-assessment-and
– World Health Organization. (2026). Hantavirus Fact Sheet. Retrieved from https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hantavirus
– Maes, P., et al. (2007). Evaluation of the efficacy of disinfectants against Puumala hantavirus by real-time RT-PCR. Journal of Virological Methods.